Na semana passada naveguei pela primeira vez no
site Bebê 2000 e adorei! Gostei muito da história da Mariana e do
Felipe, e fiquei muito feliz por eles, pois curtir o passo-a-passo de
uma gravidez é o máximo. Acho que eles terão um bebê lindo! Na minha
segunda "navegação", li a história da Janaína e acabei chorando, pois
comecei a me lembrar da minha primeira gestação...
Casei-me aos 24 anos, em maio de 1996. Em outubro do mesmo ano
engravidei, isto é, com apenas cinco meses de casada, mas foi a maior
emoção, pois sempre sonhei em ser mãe e meu marido adora crianças.
Passamos a curtir a gravidez desde o primeiro momento: saíamos todos os
finais de semana para comprar as coisinhas para o bebê e a minha
ansiedade era tanta que com seis meses de gestação nós já tínhamos
montado um lindo quarto, (todo azul e branco). A imagem do quarto está
em minha cabeça agora e eu me lembro como hoje, no dia 11 de maio de
1997, um domingo do Dia das Mães lindo, chamei alguns amigos e meus
pais para um almoço em casa, pois queria passar o meu primeiro Dia das
Mães em companhia de várias pessoas para curtir pela primeira vez esta
data. Mas, na segunda-feira, dia 12 de maio de 1997, dia em que estava
completando um ano de casada, não amanheci bem, comecei a sentir muitas
dores nas costas e nem fui trabalhar.
Liguei para meu médico e ele me pediu que fosse até o consultório dele.
Chegando lá, ele fez alguns exames e notei que ficou por algum tempo
pensativo, mas no momento não me disse nada, apenas me mandou fazer
outros exames, dentre eles o ultra-som morfológico, quando para minha
tristeza descobri que meu bebe não estava nada bem. Foram nove noites
de muitas dores e sem dormir, passando por várias equipes médicas para
tentar descobrir ao certo o que tinha meu LUCAS PATRICK. Foi então que
resolveram fazer uma transfusão de sangue dele pelo meu umbigo. Foi
muito triste, pois sabia que ele não tinha nem nascido ainda e já
estava sofrendo tanto, mas infelizmente no dia 21 de maio de 1997, ele
veio a nascer através de uma cesariana, mas não agüentou e morreu.
Para mim parecia que mundo tinha caído sobre minha cabeça, pois comecei
a me sentir a pior das mulheres, imaginar que não poderia nunca ser
mãe. Mas pedindo muita força para Deus voltei para casa sem meu Lucas
Patrick, e logo que tirei os pontos, pedi que desmontassem todo o seu
quartinho e levei todas as suas coisas para um orfanato, pois sabia que
tinha muita criança que iria ficar muito feliz em usar as roupinhas
lindas, chupetas, mamadeiras, fraldas, móveis, tudo que comprei com
muito amor e carinho e a certeza de que lá no céu meu anjinho Lucas
Patrick, ficaria muito feliz.
Três anos se passaram e hoje estou grávida de seis meses, descobri com
apenas dois meses de gestação que desta vez é uma menina, pois precisei
fazer um exame mais complexo logo que engravidei para saber se meu bebê
não teria alguma má-formação ou doença. Graças a Deus o exame deu tudo
certo, mas os médicos estão acompanhando minha gravidez de perto, faço
ultra-som morfológico a cada 40 dias, teste de coombs todo mês, e peço
a Deus que minha filha - o nascimento está previsto para a primeira
quinzena de outubro - venha com muita saúde. Não vejo a hora de
vesti-la com os seus vestidinhos, lacinhos...
Confesso que não está sendo muito fácil nem tranqüilo, pois sempre me
pego pensando no passado, principalmente agora que estou chegando no
mesmo período de gravidez em que cheguei na primeira, mas quando sinto
minha filha chutando, pulando dentro da minha barriga, apego-me a Deus
e peço-lhe forças. Minha filhinha se chamará Patrícia Arielly.
Eliane